
O começo...
Em fevereiro de 2007, iniciava-se a trajetória da torcida Winfernais. Após
um jogo contra o ABCD Bandeirantes/Rio Claro, no qual a torcida rival compareceu
em peso, vários limeirenses passaram a se juntar com o intuito de puxar gritos e
apoiar a Winner Limeira durante qualquer competição que estivesse sendo
disputada.
“Percebemos que as equipes fortes do Campeonato Paulista tinham torcidas
organizadas que acompanhavam os times nos jogos, o que gerou em nós um interesse
por criarmos uma para a Winner Limeira também. A expectativa de ser campeã, a
organização e estrutura da equipe nos incentivaram a iniciar uma nova etapa em
nossas vidas, surgindo assim em 2007 a torcida Winfernais”, disse Gerson Júnior,
um dos fundadores da Winfernais.
Assim, um grupo composto em sua maioria por estudantes passou a se organizar na
parte da arquibancada próxima ao corredor que dá acesso aos vestiários do
Ginásio Vô Lucato. Nos playoffs do Campeonato Paulista 2006/2007, a Winner
Limeira enfrentaria o forte Paulistano/Amico, que contava com os alas Shamell e
Renato, hoje na Winner Limeira, os quais carimbaram a primeira faixa da torcida
vencendo a série por 3 x 2. Nesta mesma época aconteceu a primeira viagem, ao
Clube Athletico Paulistano. Sarah Berto, principal representante da ala feminina
da torcida, lembra dos jogos:
“Foram dois jogos em Limeira e duas vitórias do mandante, que fizeram com que a
confiança no time aumentasse. Sendo assim, um ônibus saiu de Limeira direto para
o Club Athletico Paulistano, onde tínhamos a convicção de que a vitória tão
esperada, para avançar a série semifinal dos playoffs, chegaria e todos iriam
sair de lá comemorando tal feito. As pessoas mal se conheciam, ou apenas dos
jogos aqui na cidade, mas ninguém poderia imaginar que ali era só um começo de
uma torcida apaixonada pelo seu clube. Me lembro que foi um jogo completamente
diferente dos dois que ganhamos em casa, a torcida ainda era um pouco tímida,
mas conseguimos fazer bastante barulho na capital. Foi um tanto dolorida a
derrota, pois como todo torcedor, a confiança depositada era enorme, mas ainda
estávamos na frente, vencendo por 2x1 a série melhor de cinco jogos. Queríamos
comemorar lá mesmo, mas não deu certo. A torcida não saiu abatida, claro que
torcedor sempre quer vitória, mas a maioria saiu de lá feliz! Feliz por todos
estarem lá, se divertindo e torcendo pelo seu time de coração, mas
principalmente pela união que começava a nascer. E o apoio da torcida não foi
suficiente nos outros dois jogos, foi triste, mas no ano seguinte estavam todos
lá e mais fortes do que nunca. O crescimento e o apoio da torcida foi incrível
de lá até agora, é maravilhoso acompanhar esse avanço desde o início, melhor
ainda é ver uma cidade interessada em torcer pelo basquetebol e pela equipe da
Winner/Limeira”, disse Sarah Berto
Campeonato Paulista 2007/2008
Aos poucos a Winfernais foi crescendo em número de membros, e ao mesmo tempo,
possibilitando a boa amizade. Bastante otimista, afinal o time passaria a contar
com vários reforços como Renato e Edu, a torcida passou a se posicionar atrás do
banco da equipe adversária no Ginásio Vô Lucato, e no centro, quando no Ginásio
Poliesportivo do Nosso Clube. Então uniformizada, a Winfernais compareceu em
dois dias consecutivos à São Bernardo do Campo, porém novamente a equipe parou
na primeira etapa dos playoffs. Nesta viagem, até Gustavo Antônio, então com
quatro anos, esteve presente, confira o que ele diz sobre ir aos jogos:
“Eu gostei de ir nesse jogo, porque foi emocionante”, disse o pequeno Gustavo
Antônio, alegre com a aventura fora de casa.
Supercopa 2008
Durante a competição organizada pela ACB Brasil, a torcida Winfernais esteve
presente em todos os jogos
em Limeira. Com destaque para os
playoffs contra o Conti/Assis, quando a torcida muito implicou com Nezinho, que
meses depois começaria sua trajetória de ídolo da Winner/Limeira.
Campeonato Paulista 2008/2009 – O título
Pode-se afirmar que esse foi o campeonato em que a torcida oficial mais
compareceu. Aproveitando o bom momento da equipe, a Winfernais teve
representantes em vários ginásios, inclusive na fase de classificação e nos
Jogos Abertos do Interior. Jogos
em São Paulo, Piracicaba, Rio Claro,
Araraquara, Sorocaba, e é claro, em Franca, contaram com a presença da
Winfernais.
Entre essas viagens, duas merecem destaque:
Na partida que decidiu a semifinal, algo em torno de cem limeirenses estiveram
no Esporte Clube Pinheiros, em uma segunda-feira. A atuação da torcida recebeu
elogios do comentarista Wlamir Marques, e foi evidenciada na reportagem da TV
LANCE! Do site lancenet!.

Na finalíssima, cerca de 70 pessoas compareceram ao ginásio Pedrocão, em
Franca-SP para presenciarem o momento histórico do basquete da cidade, e
gritarem ‘campeão’ dentro do templo do basquetebol nacional.
“Foi uma sensação única e emocionante estarmos em Franca, maior ainda foi
sairmos de lá como campeões paulistas pela primeira vez na história da equipe.
Tenho certeza que teremos mais títulos, mas só quem esteve lá sabe a emoção,
vibração e todos os sentimentos que um torcedor pode sentir em uma final de
basquete, por isso, é difícil encontrar palavras para descrever o que
representou essa conquista para mim”, disse Carlos Eduardo de Caires, um dos
responsáveis pela organização da Winfernais.
Sobre a torcida
Atualmente, a Winfernais conta com mais de 50 participantes, sendo composta por
crianças, homens e mulheres, liderados por Carlos Eduardo (Dú), Gerson Júnior,
Sarah Berto, Marcos Zamoner (Feto), Douglas Faber e Júlio Baldini.
“É muito legal ter a companhia dos dois filhos torcendo pela Winner Limeira,
ainda mais com a diferença de idade entre eles. A Winfernais tem esse aspecto de
não possuir fronteiras para crianças, jovens e velhos, todos podem se juntar e
apoiar a equipe”, disse Gerson Antonio de 39 anos, membro da torcida e pai de
Gerson Júnior de 18 anos e Gustavo Antônio de 5 anos.
É importante enfatizar que a Winfernais não compactua com qualquer tipo de
apologia à violência, contra jogadores ou torcedores adversários.
Além de vestir as camisas oficias da Winner Limeira, a torcida passou também a
ter sua própria camisa e o seu boné personalizado, que é vendido nos jogos da
equipe em Limeira.
Para participar da Winfernais não é necessário o pagamento de qualquer taxa,
exceto as despesas individuais de embarque para as viagens. Os interessados
devem comparecer ao local ocupado pela torcida nos dias dos jogos dispostos a
incentivar a Winner/Limeira.
CLIQUE AQUI e acesse o blog da Winfernais ou acesse www.winnerlimeira.blogspot.com
CLIQUE AQUI e acesse a comunidade do Orkut mantida pela Winfernais ou acesse
www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=52958994
Lucas Risso, autor deste texto e integrante da Winfernais é o responsável pela
análise dos jogos da Winner Limeira para o site Draft Brasil (www.draftbrasil.net).
Membros da Winfernais com Hortência (Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta e integrante do Hall da Fama do Basquete Feminino do Naismith Memorial)
Membros da Winfernais com Wlamir Marques (Bi Campeão Mundial de Basquete e comentarista da ESPN Brasil)
Membros da Winfernais com o jornalista Edmar Ferreira (proprietário de todas as estatísticas da história da Winner Limeira Basquete)
Membros da Winfernais com o narrador Sílvio Luís e Bruno Voloch (BandSports)
Confira abaixo um texto retratando toda a emoção dos membros da torcida
Winfernais na conquista do Título Paulista de 2008:
O dia em que a Winfernais viajou com destino à Franca
(Por Lucas Antonio Risso e Carlos Eduardo de Caires)
Na tarde do dia 23 de janeiro aproximadamente 85 pessoas deixaram Limeira rumo à
Franca para assistir a qual seria a última partida do Campeonato Paulista
2008/2009. Organizados pela torcida Winfernais saíram dois ônibus, graças ao
comprometimento e à disposição dos membros Gerson Júnior e Carlos Eduardo.
Após ter sido percorrida a distância de 260 km, em três horas de viagem, os
fiéis e otimistas torcedores enfim adentravam o Ginásio Pedrocão, templo do
basquetebol nacional. Tudo acontecia conforme o planejado, e assim, o tempo que
restava para o começo da partida servia para serem tiradas fotos que registraram
o dia pra lá de especial para o basquetebol limeirense.
Pouco a pouco, as arquibancadas iam sendo tomadas, e surgiam torcedores para
provocar apenas verbalmente, componente saudável da rivalidade. Coincidência ou
não, o número 23 além de representar a data, fazia também referência ao maior
pesadelo dos francanos: o armador Nezinho. Fato impressionante, é que a maior
parte dos quase sete mil torcedores do Vivo/Franca pareciam mais vibrar com o
erro do camisa 23 adversário, do que com os acertos da própria equipe.
No início da partida foi o Vivo/Franca quem comandou o placar, abrindo uma ampla
vantagem, mas antes mesmo do intervalo a Winner/Limeira já havia equilibrado o
jogo. Enquanto saíam para ir ao bar ou ao banheiro, alguns aproveitavam para
atingirem a faixa que estava à frente da torcida Winfernais. Tão logo, a faixa
foi recolhida, e o segundo período reservaria muitas emoções.
Novamente, o equilíbrio da disputa persistia, como havia sido nos primeiros
jogos. Eis que no último lance do tempo regulamentar, a bola sobra nas mãos de
Nezinho que por muito pouco não decidiu o campeonato, a bola caprichosamente
rodou no aro e não caiu. No momento da prorrogação, a multidão que até então
fazia um barulho ensurdecedor, já começava a se calar. Talvez, lembravam do
ditado ‘’quem ri por último, ri melhor’’, e neste caso, o vencedor do primeiro
jogo tinha sido o Vivo/Franca.
Passados cinco intermináveis minutos, finalmente chegam-se ao placar final:
Vivo/Franca 88 x 98 Winner/Limeira. Curiosamente, neste dia, o jogador mais
eficiente do time campeão foi o ala Edu, natural de Franca. A minoria no
ginásio, ou seja, os limeirenses se explodiam de alegria, finalmente a equipe
alcançava o tão cobiçado objetivo do título estadual.
Instantes depois, todos puderam entrar na quadra, tirar fotos com os jogadores
campeões e com a taça, pude perceber o capitão Renato muito eufórico. A
essa altura, era insignificante a distância da volta ou qualquer outro pesar,
diante da satisfação que os fãs do esporte tinham em poder comemorar um feito
tão especial, logo na capital do basquete.
Aproveitando o clima da festança, um dos ônibus ficou em Franca para ir até o
hotel. Confira as palavras de Carlos Eduardo, que esteve no local:
“Nossa torcida foi maravilhosa, cantou e vibrou o jogo todo, merecendo também
este título inédito, por isso, nossa comemoração foi estendida de Franca até
Limeira”, disse Carlos Eduardo.
Sem dúvidas, este dia marcou a trajetória de cada torcedor, e entrou para a
história da cidade, e no que depender do incentivo das arquibancadas, este
título será inédito apenas por um ano.
Seja você também um membro da torcida Winfernais !